Micro hábitos

O que é sustentável é mais caro?

publicado em
17.9.2021

Você já se pegou fazendo esse questionamento? Ou nem tentando adotar hábitos ou produtos mais sustentáveis por conta dessa ideia?

Bom, a real é que não existe uma resposta absoluta, pois essa conta envolve fatores muito diversos para além, por exemplo, do custo de fabricação de um produto.

Vamos falar um pouco deles

Comprar algo com maior durabilidade torna o produto mais barato

Um produto produzido de forma sustentável pode chegar a custar mais na hora de comprar. Porém, ao avaliar a pós-utilização, a lógica se inverte e ele passa a ser mais barato, pois terá maior durabilidade. Por exemplo: um desodorante ecológico de R$60 tem um custo inicial bem mais alto do que um aerosol de R$10. Mas, o ecológico pode durar até dois anos, ao contrário do aerosol que acaba o frasco em menos de dois meses. Portanto, o que parecia mais caro, na verdade, se torna uma economia.

Para um produto baratear e ser mais ofertado no mercado, é importante que haja uma demanda
Uma das lógicas mais básicas da economia é a oferta e procura. Para um produto baratear e ser mais ofertado no mercado, é importante que haja uma demanda de consumidores em busca dele. Se não há demanda, não há escala, e sem volume os custos de produção são maiores. Um exemplo são os produtos orgânicos, produzidos sem o uso de agrotóxicos. Embora representem apenas 1% dos alimentos produzidos no Brasil, a cada ano seu consumo aumenta 15%, conforme dados da Dados da Associação de Promoção da Produção Orgânica e Sustentável.

O custo-benefício precisa ser favorável não só economicamente, mas ao meio ambiente
A análise do custo-benefício é essencial para adotar um estilo de vida mais sustentável e compreender que há muito mais a refletir sobre essa equação. A bióloga e doutoranda em sustentabilidade reforça: "Não é o produto sustentável que é caro, é o produto poluente que é barato demais. Todo o impacto socioambiental não está incluído no preço". O benefício pode estar tanto agregado a algo particular, como uma economia no bolso ou um produto que não vá agredir a pele, como ser benéfico ao meio ambiente como um todo, possibilitando reciclagem ou por ser não-poluente.

Roupas muito baratas custam caro à qualidade de vida de quem produz
Aquela blusinha baratinha também pode estar custando mais caro do que se imagina. Peças produzidas e consumidas desenfreadamente são responsáveis por até 35% de nanopartículas de plástico nos oceanos, pois estes se oriundam de tecidos sintéticos. Além disso, com a baixa qualidade na produção, são peças que costumam durar muito pouco na sua rotina, se tornando descartáveis rapidamente. Há que se questionar ainda o pouco ou nenhum respeito pelas pessoas na linha de produção, o que faz com o que o valor desta peça pese muito mais do que só no bolso. Pagar um pouco mais por um look que valoriza o trabalho de quem costura, utiliza métodos artesanais e tecidos melhores, permite uma durabilidade estendida pode ser um bom investimento. E os brechós seguem como ótima alternativa sustentável para um baixo preço e bons looks.

Pequenas ações no dia a dia fazem grande diferença
É possível investir em micro hábitos para gerar economia e também ser mais sustentável. Produzir o próprio sabão, optar por uma alimentação de produtores locais e pequenas feiras, buscar um descarte responsável de embalagens, utilização de composteiras e hortas caseiras, e economizar água em casa são pequenas diferenças que podem trazer um melhor impacto no seu bolso e na natureza.

E agora, o que você pensa sobre a pergunta deste post?

#sustentabilidade #microhabitos

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