Bem-estar e Qualidade de Vida

Você já se pegou fazendo esse questionamento? Ou nem tentando adotar hábitos ou produtos mais sustentáveis por conta dessa ideia? Bom, a real é que não existe uma resposta absoluta, pois essa conta envolve fatores muito diversos para além, por exemplo, do custo de fabricação de um produto.
Vamos falar um pouco deles:
Comprar algo com maior durabilidade torna o produto mais barato
Um produto produzido de forma sustentável pode chegar a custar mais na hora de comprar. Porém, ao avaliar a pós-utilização, a lógica se inverte e ele passa a ser mais barato, pois terá maior durabilidade. Por exemplo: um desodorante ecológico de R$60 tem um custo inicial bem mais alto do que um aerosol de R$10. Mas, o ecológico pode durar até dois anos, ao contrário do aerosol que acaba o frasco em menos de dois meses. Portanto, o que parecia mais caro, na verdade, se torna uma economia.
Para um produto baratear e ser mais ofertado no mercado, é importante que haja uma demanda.
Uma das lógicas mais básicas da economia é a oferta e procura. Para um produto baratear e ser mais ofertado no mercado, é importante que haja uma demanda de consumidores em busca dele. Se não há demanda, não há escala, e sem volume os custos de produção são maiores. Um exemplo são os produtos orgânicos, produzidos sem o uso de agrotóxicos. Embora representem apenas 1% dos alimentos produzidos no Brasil, a cada ano seu consumo aumenta 15%, conforme dados da Dados da Associação de Promoção da Produção Orgânica e Sustentável.
O custo-benefício precisa ser favorável não só economicamente, mas ao meio ambiente
A análise do custo-benefício é essencial para adotar um estilo de vida mais sustentável e compreender que há muito mais a refletir sobre essa equação. A bióloga e doutoranda em sustentabilidade reforça: "Não é o produto sustentável que é caro, é o produto poluente que é barato demais. Todo o impacto socioambiental não está incluído no preço". O benefício pode estar tanto agregado a algo particular, como uma economia no bolso ou um produto que não vá agredir a pele, como ser benéfico ao meio ambiente como um todo, possibilitando reciclagem ou por ser não-poluente.
Roupas muito baratas custam caro à qualidade de vida de quem produz
Aquela blusinha baratinha também pode estar custando mais caro do que se imagina. Peças produzidas e consumidas desenfreadamente são responsáveis por até 35% de nanopartículas de plástico nos oceanos, pois estes se oriundam de tecidos sintéticos. Além disso, com a baixa qualidade na produção, são peças que costumam durar muito pouco na sua rotina, se tornando descartáveis rapidamente. Há que se questionar ainda o pouco ou nenhum respeito pelas pessoas na linha de produção, o que faz com o que o valor desta peça pese muito mais do que só no bolso. Pagar um pouco mais por um look que valoriza o trabalho de quem costura, utiliza métodos artesanais e tecidos melhores, permite uma durabilidade estendida pode ser um bom investimento. E os brechós seguem como ótima alternativa sustentável para um baixo preço e bons looks.
Pequenas ações no dia a dia fazem grande diferença
É possível investir em micro hábitos para gerar economia e também ser mais sustentável. Produzir o próprio sabão, optar por uma alimentação de produtores locais e pequenas feiras, buscar um descarte responsável de embalagens, utilização de composteiras e hortas caseiras e, e economizar água em casa são pequenas diferenças que podem trazer um melhor impacto no seu bolso e na natureza.E agora, o que você pensa sobre a pergunta deste post?